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Importante:
Se você é testemunha de
cena(s) de humilhação no
trabalho, supere o medo,
seja solidário(a) com seu
colega. Você poderá ser a
“próxima vítima” e nesta
hora o apoio dos seus
colegas também será
precioso. |
O assédio moral no serviço público é
mais comum do que se imagina. É
gratuito. Basta alguém não ir com a sua
cara. Por qualquer motivo. Acontece com
mais intensidade em períodos eleitorais
(antes e depois). É comum: não responder
quando questionado sobre qualquer coisa;
esconder material de trabalho; omitir
informações; inventar coisas da sua vida
pessoal; vasculhar as suas gavetas, etc.
O medo reforça
poder do agressor
Sabe-se que o mundo do trabalho vem
mudando constantemente nos últimos anos.
Reestruturação produtiva, reorganização
administrativa, entre outras, são
palavras que aos poucos tornaram-se
frequentes em nosso meio. No entanto,
pouco se fala sobre mudanças nas formas
de relações humanas no ambiente de
trabalho. Pelo contrário, o
relacionamento entre chefe e subordinado
muitas vezes é sustentado pela agressão
à dignidade das pessoas, que trabalham
acuadas, são tratadas de forma
arrogante, com desdém, indiferença e
ofensa. Os superiores subestimam seus
esforços, abusam da posição que ocupam
para humilhar e constranger o inferior
hierárquico, muitas vezes,publicamente.
Essa agressão, essa tortura psicológica
tem nome: assédio moral, um problema
quase clandestino e de difícil
diagnóstico, porém concreto. Se não
combatido de frente, pode levar a
debilidade da saúde de muitos
servidores, prejudicando o rendimento e
a qualidade do serviço público.
Infelizmente, ainda é muito modesta a
legislação existente no Brasil com o
objetivo de prevenir e coibir o assédio
moral e punir o assediador, já que não
há, ainda, uma lei de âmbito nacional.
Mas diversos municípios no Brasil já têm
leis que coíbem o assédio moral, como os
municípios de Americana, Bauru,
Campinas, Guarulhos, São Paulo,
Iracemápolis, Sidrolândia, entre outros.
O que a vítima
deve fazer?
· Resistir: anotar com detalhes todas as
humilhações sofridas (dia, mês, ano,
hora, local ou setor, nome do agressor,
colegas que testemunham, conteúdo da
conversa e o que mais
você achar necessário);
· Dar visibilidade: procurar a ajuda de
colegas, principalmente daqueles que
testemunharam o fato ou que já sofreram
humilhações do agressor;
· Organizar: o apoio é fundamentaldentro
e fora do local de trabalho;
· Evitar conversar com o agressor, sem
testemunhas. Ir sempre com colega de
trabalho;
· Procurar seu sindicato e relatar o
acontecido para os diretores;
·
Buscar apoio junto a familiares, amigos
e colegas, pois o afeto e a
solidariedade são fundamentais para
recuperação da auto-estima, dignidade,
identidade e cidadania.
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