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Julho 2009

 

 
Importante:

Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho, supere o medo, seja solidário(a) com seu colega. Você poderá ser a “próxima vítima” e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso.

 

Assédio moral é covardia

O assédio moral no serviço público é mais comum do que se imagina. É gratuito. Basta alguém não ir com a sua cara. Por qualquer motivo. Acontece com mais intensidade em períodos eleitorais (antes e depois). É comum: não responder quando questionado sobre qualquer coisa; esconder material de trabalho; omitir informações; inventar coisas da sua vida pessoal; vasculhar as suas gavetas, etc.

O medo reforça poder do agressor

Sabe-se que o mundo do trabalho vem mudando constantemente nos últimos anos. Reestruturação produtiva, reorganização administrativa, entre outras, são palavras que aos poucos tornaram-se frequentes em nosso meio. No entanto, pouco se fala sobre mudanças nas formas de relações humanas no ambiente de trabalho. Pelo contrário, o relacionamento entre chefe e subordinado muitas vezes é sustentado pela agressão à dignidade das pessoas, que trabalham acuadas, são tratadas de forma arrogante, com desdém, indiferença e ofensa. Os superiores subestimam seus esforços, abusam da posição que ocupam para humilhar e constranger o inferior hierárquico, muitas vezes,publicamente. Essa agressão, essa tortura psicológica tem nome: assédio moral, um problema quase clandestino e de difícil diagnóstico, porém concreto. Se não combatido de frente, pode levar a debilidade da saúde de muitos servidores, prejudicando o rendimento e a qualidade do serviço público. Infelizmente, ainda é muito modesta a legislação existente no Brasil com o objetivo de prevenir e coibir o assédio moral e punir o assediador, já que não há, ainda, uma lei de âmbito nacional. Mas diversos municípios no Brasil já têm leis que coíbem o assédio moral, como os municípios de Americana, Bauru, Campinas, Guarulhos, São Paulo, Iracemápolis, Sidrolândia, entre outros.

O que a vítima deve fazer?

· Resistir: anotar com detalhes todas as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunham, conteúdo da conversa e o que mais
você achar necessário);

· Dar visibilidade: procurar a ajuda de colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor;

· Organizar: o apoio é fundamentaldentro e fora do local de trabalho;

· Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho;

· Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para os diretores;

· Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.

 

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