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28.08.2010

Professores de Schroeder
fazem paralisação de um dia

Protesto contra os baixos salários pagos pela
Prefeitura ao Magistério acontece dia 8

Argumentos do prefeito Felipe Voigt não convenceram os professores presentes à Assembleia do dia 27.

Os professores municipais de Schroeder paralisam as atividades no dia 8 de setembro, em protesto contra o descaso do prefeito Felipe Voigt em negociar melhorias salariais para a categoria. A paralisação de um dia foi aprovada durante Assembleia realizada dia 27 de agosto, no Centro de Múltiplo Uso e que contou com aproximadamente 100 professores e as presenças do prefeito e do secretário da Educação, Arildo Konell. O prefeito Felipe Voigt tentou encontrar argumentos que justificassem a negativa do reajuste salarial aos professores: "Não tenho bola de cristal, preciso investir para atrair empresas. Os professores insatisfeitos, que procurem outro lugar para trabalhar. O Sindicato que exerça sua função de reivindicar, mas esse ano não tem nada, podem dar risada, ficarem bravos, não tenho como fazer diferente". E não impediu o desabafo de muitos: "Onde já se viu um professor com licenciatura plena, faculdade, receber R$ 1.175,46 por mês?", questionou uma professora. "Se o senhor consegue dinheiro para obras, como não consegue recursos para a Educação?", perguntou outro. "Por que tanta demora na implantação do Plano de Carreira do Magistério, isso prejudica a aprendizagem das crianças, o andamento das escolas, pense na gente, no profissional", foram críticas ouvidas pelo prefeito.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região (Sinsep) vem negociando melhorias salariais aos professores de Schroeder desde 2008. Um dia antes da assembleia, o Sindicato ainda tentou uma última alternativa de negociação, durante audiência na Prefeitura, sem sucesso. Os professores reclamam que já estão ocorrendo pressões por parte do secretário de Educação, Arildo Konell, em caso de paralisação: "Os Admitidos em Caráter Temporãrio (ACT) e aqueles em estágio probatório sofrem ameaças de não serem recontratados e efetivados", adverte o presidente do Sindicato, Luiz Carlos Ortiz Primo. Os professores devem distribuir uma Carta Aberta a toda a comunidade, justificando os motivos do movimento e comunicando a paralisação. Durante a Assembleia, os diretores do Sinsep pediram que os professores se sindicalizem "e contribuam com o trabalho do Sindicato". Veja abaixo o teor da Carta Aberta à Comunidade.
 

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