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01.10.2010
Professores
realizam paralisação
histórica

Prefeitura não negociou
melhorias e protestos devem
continuar.
Categoria distribuiu Carta
Aberta denunciando baixos
salários
Os
professores municipais de
Schroeder promoveram uma
paralisação histórica, no
dia 8 de setembro, tornando
pública a precária situação
salarial da categoria, na
administração Felipe Voigt
(PP). Durante todo o dia, os
manifestantes permaneceram
na frente da Prefeitura e
Secretaria de Educação e
distribuíram à população uma
Carta Aberta, explicando os
motivos da paralisação de um
dia e protestando contra os
baixos salários pagos ao
Magistério. Metade das
escolas e dos mais de 1.100
alunos permaneceram sem
aulas, como nas escolas
Sarita Beck Resende, Santos
Tomazelli e Rui Barbosa (as
maiores do município).
A paralisação foi parcial
nas escolas Emílio da Silva
e nos Centros de Educação
Infantil (CEI) Cristiane
Zerbin, Girassol
e Chapeuzinho Vermelho.
Foi a primeira paralisação
do Magistério nos 46 anos de
emancipação do município de
Schroeder. “Nossa
paralisação foi pacífica e
teve objetivo de
sensibilizar o prefeito para
que implante com urgência o
Plano de Cargos e Salários e
promova a readequação
salarial dos professores de
Schroeder”, afirma o
presidente do Sinsep, Luiz
Carlos Ortiz Primo, entre os
muitos dirigentes sindicais
de trabalhadores que falaram
ao carro de som, em
solidariedade à
paralisação.
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Desencanto
profissional
Muitos professores
municipais de
Schroeder estão
pedindo demissão
devido à falta de
valorização
profissional.
“Professores com
duas pós-graduação
foram embora, isso
prejudica a
qualidade de ensino,
é triste”, desabafou
a professora M. V.
G., 17 anos de
Magistério,
pós-graduada, e com
salário de R$
1.360,00 mensais. “O
prefeito deveria ter
negociado com a
categoria, para
evitar a
paralisação, mas não
o fez. O movimento
foi excelente porque
expôs a real
situação dos
professores”,
afirmou o diretor do
Sinsep, Luiz Cezar
Schorner. |
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Luz no fim do túnel
No final da manhã
do dia 8,
o prefeito Felipe
Voigt declarou aos
meios de comunicação
da microrregião que
o projeto do Plano
de Cargos e Salários
do Magistério será
encaminhado à Câmara
de Vereadores, para
aprovação, ainda em
2010, com vigência
prevista para
janeiro do próximo
ano. “Vamos
continuar os
protestos até que o
projeto seja
aprovado”, advertiu
Luiz Ortiz Primo. |
08.09.2010
Paralisação expõe
situação salarial
dos professores de Schroeder

Prefeitura não negociou melhorias e protestos devem continuar. Categoria distribuiu Carta Aberta à população
Os professores municipais de Schroeder distribuíram à população uma Carta Aberta, no dia de ontem, durante a paralisação em protesto pelos baixos salários pagos pela administração ao Magistério. A concentração aconteceu na frente da Prefeitura e Secretaria de Educação e reuniu dezenas de professores. Na avaliação do movimento, metade das escolas e dos mais de 1.100 alunos permaneceram sem aulas, como nas escolas Sarita Beck Resende, Santos Tomazelli e Rui Barbosa (as maiores do município). A paralisação foi parcial nas escolas Emílio da Silva e nos Centros de Educação Infantil (CEI) Cristiane Zerbin, Girassol e Chapeuzinho Vermelho. Foi a primeira paralisação do Magistério nos 46 anos de emancipação do município de Schroeder.
"Nossa greve foi pacífica e teve objetivo de sensibilizar o prefeito para que implante com urgência o Plano de Cargos e Salários e promova a readequação salarial dos professores de Schroeder", afirma o presidente do Sinsep, Luiz Carlos Ortiz Primo, entre os muitos dirigentes sindicais de trabalhadores que falaram ao carro de som, em solidariedade à paralisação. No final da manhã, o prefeito Felipe Voigt declarou aos meios de comunicação da microrregião que o projeto do Plano de Cargos e Salários do Magistério será encaminhado à Câmara de Vereadores, para aprovação, ainda em 2010, com vigência prevista para janeiro do próximo ano. "Vamos continuar os protestos até que o projeto seja aprovado", advertiu Luiz Ortiz Primo.
Muitos professores municipais de Schroeder estão pedindo demissão devido à falta de valorização profissional. "Professores com duas pós-graduações foram embora, isso prejudica a qualidade de ensino, é triste", desabafou a professora M. V. G., 17 anos de Magistério, pós-graduada, e salário de R$ 1.360,00 mensais. Na avaliação do diretor do Sinsep, Luiz Cezar Schorner, "o prefeito Felipe Voigt deveria ter negociado com a categoria, como forma de evitar a paralisação, mas não o fez. O movimento foi excelente porque expôs a real situação dos professores", afirmou.
>> Carta Aberta à população
>> Professores de Schroeder
fazem paralisação de um dia
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